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terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Beijos, mil vezes beijos.


 


Há beijos apaixonados, salivados e que levam à orgasmos. Há beijos inocentes, sem precedentes e despretensiosos. Há beijos formais, consensuais e frios – beijos de despedidas e beijos de nunca mais. Há beijos amargos, sem pudor, beijos com malicias, como babugem que enferruja a boca de um traidor. Há beijos na testa para dormir, beijos de carinho, beijos para cumprimentar e beijos para dizer “prazer ou satisfação”.

 

Beijos para amar, para gozar, para arrebatar aos céus e depois nos lançar ao inferno, há beijos para festejar, para se alegrar e consolidar. Há beijos de mulheres putas, poetas, magnificas e profetas. Há beijos de apreço, beijos que não tem preço, beijos pelos quais não somos merecedores.  Quero beijos de desejo, ardentes, quentes e eloquentes – beijos entorpecentes. beijos sem virgulas, sem hora, sem momento para terminar. Beijos conjugados, beijos cheios de rimas – beijos de pessoas que gostam de beijar.

 

Os abraços pedem beijos, as canções propiciam momentos para beijar, as poesias lembram e relembram beijos que foram perdidos e que ainda desejam reencontrar. As crianças mandam beijos e esperam beijos de volta. As virgens esperam pelo o beijo de seu amado e as prostitutas são as que mais sabem beijar.

 

Amantes se beijam e, há casais que perderam o prazer de se beijarem. O beijo não é narcisista, pois não há como se beijar. Beijos de amizade, beijos de até logo e beijos de primeira vez. Beijos são as químicas e a física manifestando a fusão e as trocas de energias. Beijos registram momentos, solidificam relacionamentos, credita concordatas e dá mais sabor ao sexo.

 

Beijar é uma arte própria dos seres viventes, há quem goste de beijar, bem como que aprecie ser beijado. Beijos sem preconceitos, beijos plurais, beijos musicais e beijos para todo gosto. Beijos ilimitados, beijos de selinho e beijos tarados. Beijos para a borboleta que voa, beijos para a viúva que chora, beijos de batons em cartas, beijos laçando pelos ares.

 

Beijos, mil vezes beijos.



Por Giliardi Rodrigues, 2021. 

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